Arquivo para novembro \28\UTC 2008

Retrospectiva 2008

Sei que você mal podia esperar o ano acabar só pra ler a Retrospectiva 2008 no Mamendes Express. Tão certo quanto o Especial Roberto Carlos, a Retrospectiva é a prova definitiva de que ainda vale a pena dividir a translação da Terra ao redor do Sol em 12 meses de duração variada e complexa.

O ano de 2008 foi digamos paradoxal. Vários tiroteios em universidades americanas, Raúl Castro assume Cuba, vários atentados suicidas no Iraque, um revival da União Soviética no melhor estilo festa Ploc, com direito à supremacia comunista, invasão da Geórgia, lançamento do jogo Red Alert 3 e explosão em submarino nuclear.

Mas afinal o que isso tem de paradoxal? Deixa pra lá, vamos aos fatos que marcaram o ano:

Janeiro – O MASP é assaltado e decide ligar as câmeras de segurança.

Fevereiro – A Petrobrás é assaltada e decide ligar a criptografia dos arquivos.

Março – As FARC geram um mal estar político na América do Sul. Como um pitbull fora da coleira, as FARC fazem sujeira no quintal dos vizinhos e avança pra cima de todo mundo, mas Hugo Chavez diz que pode ensiná-la a dar a patinha, rolar e fingir de morta.
A Bovespa se une a BM&F para formar a maior (e única) bolsa de valores do Brasil.

Abril – Se não fosse por um pedófilo alucinado da Áustria nada teria acontecido em Abril. Nem na Áustria.

Maio – Antevendo o que estar por vir (em setembro), videntes de todo o mundo dobram seus estoques de água, comida e pilhas, hipotecam suas casas e vendem suas posições em Wall Street. Na Índia, os templos fervem sob a iminência do fim do mundo.

Junho – Sem nenhum maluco austríaco pra virar notícia, nada acontece em Junho.

Julho – Explosões na Índia. Ingrid Betancourt é resgatada das FARC direto para as capas de jornais e revistas (até ameaçarem mandar ela de volta). Mazi Grassafera, quer dizer, Grazi Massafera aluga um filme e come pipocas no sofá [afirma capa de revista de circulação nacional].

Agosto – Confusões num templo na Índia. O Revival da União Soviética cresce e a Rússia invade a Geórgia, disputando a atenção com as Olimpíadas de Pequim. Quando aliás a China dá um show de determinação, raça, manipulação e cerceamento da verdade.

Setembro – Confusões num templo na Índia. O colisor de hádrons (LHC) entra em funcionamento e jedis de toda a galáxia sentem um distúrbio na Força. Nos próximos meses várias situações sinistras vão acontecer. O céu por exemplo, que costumava ser verde, passa a ser azul, alterando a memória de todos os humanos instantaneamente. Dá-se início então à maior crise financeira mundial desde a Segunda Guerra.

Outubro – A crise se agrava, principalmente nas capas de jornais. Gabeira se candidata a prefeito do Rio e impulsionado pela direita (pasmem) quase ganha! Felipe Massa (do Brasil-sil!) passa em primeiro, campeão da temporada de F1. Mas Robinho Hamilton ultrapassa a velocidade da luz e volta no tempo, levando o título pra casa.

Novembro – Obama é eleito, num feito histórico. McCain ainda tinha dúvidas? Os americanos elegeram Papai Noel na tentativa de fazer Natal o ano inteiro. Por falar em Papai Noel, eu comprei um Xbox 360. Suzana Vieira chuta o marido pra fora de casa (mais um efeito do LHC?). Florianópolis debaixo d’água. Muitas bombas na Índia.

Dezembro – O mundo cristão-ocidental celebra o Natal, assim como todos os demais que não trabalham nesse dia. Mas por que escrever isso numa retrospectiva, já que acontece todo ano? O fato é que antes do LHC ser ligado o Natal era em janeiro, mas quem poderia sabê-lo?

Vamos abrir mão dessa vez das previsões para 2009, pois com o LHC e a crise financeira global por aí toda a relação causa-efeito esta sendo revista pelos físicos e sociólogos pseudo-economistas do mundo. Só o que eu posso garantir é que, segundo a imprensa, vem aí uma crise übermega no Brasil! Corram para os templos da Índia!

O Manual da Buzina Carioca

Já perdi a conta de quantas vezes amigos e parentes de fora da cidade comentaram comigo o quanto carioca gosta de buzina. A verdade é que o carioca dirige com uma mão na buzina e a outra pendurada do lado de fora.

O carioca adora a buzina. É uma forma de expressão. Um belo instrumento musical de uma nota só. E há muito que faz parte da trilha sonora do nosso dia a dia. A vitória do time é celebrada ao som de várias buzinadas — longe da casa do buzinador, claro. Quem tem boa memória lembra do som da buzina daquele Fusca 77 no qual deu o primeiro beijo… E quem nunca teve uma cena romântica interrompida por uma boa buzinada?

A buzina em si é um serviço público que garante que o trânsito flua mesmo em regiões complicadas. Mais ou menos como o berrante de um tocador de gado. Por exemplo, se não fosse pela buzina, todos os dias dezenas de motoristas morreriam de inanição parados no sinal por não perceber que ele abriu.

Mas mesmo os cariocas nascidos e criados, dirigindo o carro do pai desde os 14 anos, muitas vezes têm problemas para entender o que o companheiro sangue-bom está tentando dizer com tanto escândalo.

Assim, compilei alguns dos principais ‘verbetes buzinais’ comuns do nosso dia a dia, servindo de guia para os visitantes e auxílio para os locais.

(E se tudo der certo vou conseguir um lobby para colocá-lo na bibliografia para a prova do Detran.)

Seguem:

1 toque forte = Seu fdp!
2 toques fortes = É você, seu palhaço!
3 toques fortes = Vai tomar no c*! (ou Vai-te à m).

3 toques curtos e cadenciados = O sinal vai abrir…
1 toque forte e longo = O sinal abriu há 0,2 segundos, pô! Eu avisei!

2 toques leves seguidos de assovio = Deusa maravilhosa, tamos aí!

1 toque breve e 1 longo = Já tô aqui embaixo, desce pô! (poupa-celular).

1 toque breve seguido de 2 longos = Não me fecha, táxi de m.
1 toque breve seguido de 3 longos = Não me fecha, caminhão de m.
1 toque breve seguido de 4 longos = Não me fecha, ônibus de m.

1 toque forte quase infinito (sujeito a efeito Doppler) = Sai da rua, fdp!

7 toques breves ritmados (pâ–pa-pa-pa-pam—pã-pã) = Ninguém atravesse a rua ou abra a porta do carro porque eu estou passando nessa rua estreita (se a rua for longa, repetido infinitamente tal qual uma sirene).

De 2 a 3 toques fortes curtos = Oi, Tchau ou Obrigado (vai saber, serve pra tudo e ninguém entende mesmo).

De 10 a 15 toques fortes curtos = Fulano! Fala aí! Sou eu! Aqui no carro! Não tá vendo pô? Aquiii! Oi! (o que em geral causa constrangimento no alvo da buzinada, que tenta desesperadamente fingir que não é com ele).

39 toques breves e fortes = Kombi ou van avançando o sinal pra cima dos pedestres.

Bom, estes são os principais para carros. Obviamente, é impossível falar de buzina sem falar em motos. Ela é simplesmente seu componente mais importante. Você pode dirigir sem capacete (só serve de máscara pra assaltante mesmo), com a perna engessada, falando ao celular ou passando mensagem de texto. Mas sem buzina não dá.

Seguem então os principais ‘verbetes moto-buzínicos’:

12 toques breves por segundo = moto passando entre carros.
12 toques breves por segundo = moto entrando no túnel.
12 toques breves por segundo = moto saindo do túnel.
12 toques breves por segundo = moto entrando na garagem.
12 toques breves por segundo = moto saindo da garagem.
12 toques breves por segundo = moto na contra-mão.
12 toques breves por segundo = moto andando na calçada.
12 toques breves por segundo = moto avançando sinal.
12 toques breves por segundo = moto fazendo conversão proibida.
12 toques breves por segundo = moto reclamando de fechada.
12 toques breves por segundo = moto com 3 pedindo prioridade.
12 toques breves por segundo = moto.

Bom é isso. Espero que este manual ajude você a entender o que os pacatos cidadãos cariocas que se transformam em feras assassinas por estarem conduzindo um veículo auto motor querem dizer pouco antes de passar por cima de você.

Ou talvez, quem sabe sirva de inspiração para alguém fundar uma ONG contra a poluição sonora, pela regulamentarização das buzinas, sei lá…

O Manual da Buzina Carioca

Já perdi a conta de quantas vezes amigos e parentes de fora da cidade comentaram comigo o quanto carioca gosta de buzina. A verdade é que o carioca dirige com uma mão na buzina e a outra pendurada do lado de fora.

O carioca adora a buzina. É uma forma de expressão. Um belo instrumento musical de uma nota só. E há muito que faz parte da trilha sonora do nosso dia a dia. A vitória do time é celebrada ao som de várias buzinadas — longe da casa do buzinador, claro. Quem tem boa memória lembra do som da buzina daquele Fusca 77 no qual deu o primeiro beijo… E quem nunca teve uma cena romântica interrompida por uma boa buzinada?

A buzina em si é um serviço público que garante que o trânsito flua mesmo em regiões complicadas. Mais ou menos como o berrante de um tocador de gado. Por exemplo, se não fosse pela buzina, todos os dias dezenas de motoristas morreriam de inanição parados no sinal por não perceber que ele abriu.

Mas mesmo os cariocas nascidos e criados, dirigindo o carro do pai desde os 14 anos, muitas vezes têm problemas para entender o que o companheiro sangue-bom está tentando dizer com tanto escândalo.

Assim, compilei alguns dos principais ‘verbetes buzinais’ comuns do nosso dia a dia, servindo de guia para os visitantes e auxílio para os locais.

(E se tudo der certo vou conseguir um lobby para colocá-lo na bibliografia para a prova do Detran.)

Seguem:

1 toque forte = Seu fdp!
2 toques fortes = É você, seu palhaço!
3 toques fortes = Vai tomar no c*! (ou Vai-te à m).

3 toques curtos e cadenciados = O sinal vai abrir…
1 toque forte e longo = O sinal abriu há 0,2 segundos, pô! Eu avisei!

2 toques leves seguidos de assovio = Deusa maravilhosa, tamos aí!

1 toque breve e 1 longo = Já tô aqui embaixo, desce pô! (poupa-celular).

1 toque breve seguido de 2 longos = Não me fecha, táxi de m.
1 toque breve seguido de 3 longos = Não me fecha, caminhão de m.
1 toque breve seguido de 4 longos = Não me fecha, ônibus de m.

1 toque forte quase infinito (sujeito a efeito Doppler) = Sai da rua, fdp!

7 toques breves ritmados (pâ–pa-pa-pa-pam—pã-pã) = Ninguém atravesse a rua ou abra a porta do carro porque eu estou passando nessa rua estreita (se a rua for longa, repetido infinitamente tal qual uma sirene).

De 2 a 3 toques fortes curtos = Oi, Tchau ou Obrigado (vai saber, serve pra tudo e ninguém entende mesmo).

De 10 a 15 toques fortes curtos = Fulano! Fala aí! Sou eu! Aqui no carro! Não tá vendo pô? Aquiii! Oi! (o que em geral causa constrangimento no alvo da buzinada, que tenta desesperadamente fingir que não é com ele).

39 toques breves e fortes = Kombi ou van avançando o sinal pra cima dos pedestres.

Bom, estes são os principais para carros. Obviamente, é impossível falar de buzina sem falar em motos. Ela é simplesmente seu componente mais importante. Você pode dirigir sem capacete (só serve de máscara pra assaltante mesmo), com a perna engessada, falando ao celular ou passando mensagem de texto. Mas sem buzina não dá.

Seguem então os principais ‘verbetes moto-buzínicos’:

12 toques breves por segundo = moto passando entre carros.
12 toques breves por segundo = moto entrando no túnel.
12 toques breves por segundo = moto saindo do túnel.
12 toques breves por segundo = moto entrando na garagem.
12 toques breves por segundo = moto saindo da garagem.
12 toques breves por segundo = moto na contra-mão.
12 toques breves por segundo = moto andando na calçada.
12 toques breves por segundo = moto avançando sinal.
12 toques breves por segundo = moto fazendo conversão proibida.
12 toques breves por segundo = moto reclamando de fechada.
12 toques breves por segundo = moto com 3 pedindo prioridade.
12 toques breves por segundo = moto.

Bom é isso. Espero que este manual ajude você a entender o que os pacatos cidadãos cariocas que se transformam em feras assassinas por estarem conduzindo um veículo auto motor querem dizer pouco antes de passar por cima de você.

Ou talvez, quem sabe sirva de inspiração para alguém fundar uma ONG contra a poluição sonora, pela regulamentarização das buzinas, sei lá…

Eis porque você recebe emails indesejáveis

Na luta por audiência a televisão aberta virou um esgoto a céu aberto. O mesmo pode valer pra Internet, claro.

O serviço ao qual o Yahoo! Respostas se propõe a fornecer é excelente. Porém, sem o bom senso por parte dos usuários e sem a moderação por parte da empresa, acaba por se tornar reduto de toda espécie de piratas, spammers, e sabe lá que outros seres mal intencionados.

Um exemplo: numa das perguntas, o cidadão quer uma dica de programa para envio de “emails em massa”. Alguém responde insinuando que spam é crime. O cidadão se sente ofendido e responde via email. Tive acesso a tal email, que segue abaixo:

De: http://www.hipermercad***

Assunto: Enviar emails

Mensagem: quem te falou que spam é crime, pode ser crime fora do Brasil, mais aqui não tem nenhuma lei especifica referente a envio de e-mails, e quem inventou a palavra SPAM, vc é daqueles que acredita em tudo que te falam ou que passa na tv, SPAM nada mais é do que uma maneira de mandar mensagens e propagandas sem pagar comissão para os PROVEDORES, dai eles tentam plantar na cabeça das pessoas esta história de crime, crime é os milhões que os Pilantras roubam do povo, e de vc também

Copyright © 2007 Yahoo! do Brasil Internet Ltda. Todos os direitos reservados. Termos do Serviço.

Realmente, spam não é crime no Brasil infelizmente, o cidadão está muito bem assessorado. Mas ele vai além e acha que o spam é como o arco e flecha do Robin Hood, ajudando os pobres e seu handicap. E como todo bom brasileiro, dá um jeito de culpar alguém pelos seus próprios erros.

Fui informado que tal email foi encaminhado pro Yahoo! Brasil que nunca se pronunciou (pelo menos não até hoje).

Então, quando você receber o spam de http://www.hipermercad***, já sabe o porquê. Foi um ato pelo bem dos pobres, contra a Aristocracia. Certo.


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