Arquivo para outubro \31\UTC 2008

Domingo no Rio

No Domingo do segundo turno, voltando da casa do meu pai, num acesso à Linha Amarela, escapei por pouco de um assalto.

Um carro na minha frente estava meio lento, na esquerda, eu achei meio estranho e reduzi. De repente ele vira e fecha a rua, abre as portas e os caras vão saindo com os fuzis na mão. Eu virei e acelerei, cortando pela esquerda. Um deles chegou a atirar meio atrapalhado e errou (provavelmente atirou no chão).

Tive impressão de ver o carro deles pelo retrovisor, me seguindo. Fugi a toda desviando dos outros, alheios à minha situação. No acesso à Perimetral senti que um pneu estava furado mas não parei… Descendo pra pegar a Francisco Bicalho o carro quase derrapou, então resolvi parar (antes que sofresse um acidente).

O pneu estava todo acabado e a roda cheia de dente. Procurei mas não vi buraco de bala.

Tudo em que conseguia pensar era o que poderia ter acontecido se minha esposa e meu filho estivessem no carro. Teria tido a mesma reação? A mesma sorte?

Estive perto de levar um tiro, e não era bala perdida. A bala era pra mim. E ainda ia ser o culpado, por tentar fugir.

É como dizem, os incomodados que se mudem.

Domingo no Rio

No Domingo do segundo turno, voltando da casa do meu pai, num acesso à Linha Amarela, escapei por pouco de um assalto.

Um carro na minha frente estava meio lento, na esquerda, eu achei meio estranho e reduzi. De repente ele vira e fecha a rua, abre as portas e os caras vão saindo com os fuzis na mão. Eu virei e acelerei, cortando pela esquerda. Um deles chegou a atirar meio atrapalhado e errou (provavelmente atirou no chão).

Tive impressão de ver o carro deles pelo retrovisor, me seguindo. Fugi a toda desviando dos outros, alheios à minha situação. No acesso à Perimetral senti que um pneu estava furado mas não parei… Descendo pra pegar a Francisco Bicalho o carro quase derrapou, então resolvi parar (antes que sofresse um acidente).

O pneu estava todo acabado e a roda cheia de dente. Procurei mas não vi buraco de bala.

Tudo em que conseguia pensar era o que poderia ter acontecido se minha esposa e meu filho estivessem no carro. Teria tido a mesma reação? A mesma sorte?

Estive perto de levar um tiro, e não era bala perdida. A bala era pra mim. E ainda ia ser o culpado, por tentar fugir.

É como dizem, os incomodados que se mudem.

Você é um Lindemberg, uma Eloá ou uma Nayara

Faça aqui o teste de personalidade e descubra quem você é nessa história toda: Lindemberg, Eloá ou Nayara?

A cada afirmação, responda com uma das opções de 1 a 4. Vamos a elas:

A) Sou uma pessoa passional e determinada.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

B) Meus amigos me querem muito bem.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

C) Me importo muito com o bem estar dos outros.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

D) Se pudesse, ajudaria a construir um mundo melhor (mas não posso).
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

E) Crime é uma coisa ruim, a vida deveria ser pacífica.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

F) Os outros sempre cometem erros, por que eles não podem ser como eu?
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

G) Meu teletubie preferido era o lilás.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

Para cada pergunta some o número da resposta escolhida. Por exemplo, se você marcou a opção 2 para as 7 perguntas, você fez 2 x 7 = 14 pontos.

Vamos ao gabarito:

0 a 6 pontos – Você consegue entender o conceito de escolher uma resposta? Provavelmente você é uma Nayara que voltaria ao cativeiro de livre vontade para ajudar de alguma forma misteriosa.

7 a 13 pontos – Você concorda demais com tudo. Você perdoaria até Hitler. Você é a mãe de Eloá.

14 a 20 pontos – Você é inseguro e indecidido. Definitivamente você não é Lindemberg.

21 ou mais pontos – Você discorda do razoável mas entende que o mundo é como ele é. Conhece as regras e sabe jogar com elas. Você é frio e calculista. Você comete poucos erros e tem o controle da situação. Parabéns, você é o GATE!

Agora uma pausa para nossos reclames:

Lançamento dvd 100 Horas, com a íntegra do Sequestro do ABC e extras com os melhores momentos comentados por especialistas em sequestros passionais. Os 100 primeiros compradores vão participar ao vivo da reconstituição do crime.

Quer interpretar a Nayara na nova minisérie Santo André? Aguarde!

Você é um Lindemberg, uma Eloá ou uma Nayara

Faça aqui o teste de personalidade e descubra quem você é nessa história toda: Lindemberg, Eloá ou Nayara?

A cada afirmação, responda com uma das opções de 1 a 4. Vamos a elas:

A) Sou uma pessoa passional e determinada.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

B) Meus amigos me querem muito bem.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

C) Me importo muito com o bem estar dos outros.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

D) Se pudesse, ajudaria a construir um mundo melhor (mas não posso).
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

E) Crime é uma coisa ruim, a vida deveria ser pacífica.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

F) Os outros sempre cometem erros, por que eles não podem ser como eu?
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

G) Meu teletubie preferido era o lilás.
1 – concordo plenamente
2 – concordo parcialmente
3 – discordo parcialmente
4 – discordo totalmente

Para cada pergunta some o número da resposta escolhida. Por exemplo, se você marcou a opção 2 para as 7 perguntas, você fez 2 x 7 = 14 pontos.

Vamos ao gabarito:

0 a 6 pontos – Você consegue entender o conceito de escolher uma resposta? Provavelmente você é uma Nayara que voltaria ao cativeiro de livre vontade para ajudar de alguma forma misteriosa.

7 a 13 pontos – Você concorda demais com tudo. Você perdoaria até Hitler. Você é a mãe de Eloá.

14 a 20 pontos – Você é inseguro e indecidido. Definitivamente você não é Lindemberg.

21 ou mais pontos – Você discorda do razoável mas entende que o mundo é como ele é. Conhece as regras e sabe jogar com elas. Você é frio e calculista. Você comete poucos erros e tem o controle da situação. Parabéns, você é o GATE!

Agora uma pausa para nossos reclames:

Lançamento dvd 100 Horas, com a íntegra do Sequestro do ABC e extras com os melhores momentos comentados por especialistas em sequestros passionais. Os 100 primeiros compradores vão participar ao vivo da reconstituição do crime.

Quer interpretar a Nayara na nova minisérie Santo André? Aguarde!

Ficção sem Nome (cont.)

No espisódio anterior nossos amigos Dionis e Molony conversavam sobre sua situação, na Infantaria Embarcada, proximidades de Saturno. Alguns dos leitores (dois) se interessaram em escrever o final da história. Todos os (dois) finais são muitos bons, mas nenhum tão bom quanto o meu; portanto optei por publica-lo.

Como assim não é democrático? Claro que é. O que aconteceu foi, digamos, uma reeleição do meu mandato como escritor da história.

Assim, sem mais, segue o fim desse intrigante conto:

(continuação:)

Molony coçou a cabeça, abriu a boca pra falar qualquer coisa mas foi interrompido pelo violento alarme sonoro (que lembrava a vinheta de um antigo jornal da televisão – mas como ele poderia saber?):

– Pa papa papa papapaaam… pa papa papa papa papaaam… thurum.

Em seguida ouviu-se a mensagem:

– Atenção funcionários ASeg e ADef, rotina 54, funcionários ASeg e ADef, rotina 54.

Dionis e Molony já estavam em seus postos antes do fim da mensagem. Colocaram os fones de ouvido no pescoço e apertaram ctrl+alt+del em suas estações. Molony tirou o telefone da base, e discou um número. Dionis digitava freneticamente.

– Radar maximizado no terminal 2 – gritou Dionis.
– Ok – rebateu Molony.
– Sistema de Danos ativo e operante, maximizado no terminal 3 – gritou Dionis.
– Ok – gritou Molony de volta.
– …
– Que houve?
– Lembra a senha do Banco de Dados Balístico?
– $ER334>8C(
– Como vocês decoram essa porra…
– Abriu o SisBal no terminal? – Interrompeu Molony, visivelmente tenso.
– Tá, SisBal, terminal 1, máx.
– Alô! Sgt. Molony, Infantaria ER-334, em rotina 54! Gritou Molony para o telefone.

Mas do outro lado da linha, uma voz rouca e calma contrastava com todo o ambiente ao redor de Molony. A voz tranqüila disse suavemente, “Malony”, uma pausa leve, “Tira seu pessoal daí”. “Boa sorte”, finalizou.

Molony baixou o telefone e olhou ao fundo a janela. Uma luz branca, linda, vinha em sua direção. Dionis virou-se para Molony e só então percebeu a janela cada vez mais clara. Abriu bem os olhos pela última vez.

Seu último pensamento foi:

– Azeus filho de uma p…

FIM

Ficção sem Nome (cont.)

No espisódio anterior nossos amigos Dionis e Molony conversavam sobre sua situação, na Infantaria Embarcada, proximidades de Saturno. Alguns dos leitores (dois) se interessaram em escrever o final da história. Todos os (dois) finais são muitos bons, mas nenhum tão bom quanto o meu; portanto optei por publica-lo.

Como assim não é democrático? Claro que é. O que aconteceu foi, digamos, uma reeleição do meu mandato como escritor da história.

Assim, sem mais, segue o fim desse intrigante conto:

(continuação:)

Molony coçou a cabeça, abriu a boca pra falar qualquer coisa mas foi interrompido pelo violento alarme sonoro (que lembrava a vinheta de um antigo jornal da televisão – mas como ele poderia saber?):

– Pa papa papa papapaaam… pa papa papa papa papaaam… thurum.

Em seguida ouviu-se a mensagem:

– Atenção funcionários ASeg e ADef, rotina 54, funcionários ASeg e ADef, rotina 54.

Dionis e Molony já estavam em seus postos antes do fim da mensagem. Colocaram os fones de ouvido no pescoço e apertaram ctrl+alt+del em suas estações. Molony tirou o telefone da base, e discou um número. Dionis digitava freneticamente.

– Radar maximizado no terminal 2 – gritou Dionis.
– Ok – rebateu Molony.
– Sistema de Danos ativo e operante, maximizado no terminal 3 – gritou Dionis.
– Ok – gritou Molony de volta.
– …
– Que houve?
– Lembra a senha do Banco de Dados Balístico?
– $ER334>8C(
– Como vocês decoram essa porra…
– Abriu o SisBal no terminal? – Interrompeu Molony, visivelmente tenso.
– Tá, SisBal, terminal 1, máx.
– Alô! Sgt. Molony, Infantaria ER-334, em rotina 54! Gritou Molony para o telefone.

Mas do outro lado da linha, uma voz rouca e calma contrastava com todo o ambiente ao redor de Molony. A voz tranqüila disse suavemente, “Malony”, uma pausa leve, “Tira seu pessoal daí”. “Boa sorte”, finalizou.

Molony baixou o telefone e olhou ao fundo a janela. Uma luz branca, linda, vinha em sua direção. Dionis virou-se para Molony e só então percebeu a janela cada vez mais clara. Abriu bem os olhos pela última vez.

Seu último pensamento foi:

– Azeus filho de uma p…

FIM

Ficção sem Nome

Este é o primeiro post de uma série sobre Ficção 2.0. Depois do Projeto #microconto via Twitter, voltamos ao blog pra começar uma história e deixar a cargo dos leitores terminá-la. Assim todo mundo ganha. O autor escreve menos, o leitor acha que participa e quem sabe eu não apareço nessas revistas contando sobre o novo processo criativo derivado da web 2.0? Acreditem, se eu ganhar algum, prometo esquecê-los rapidinho…

Segue nossa primeira história:

– Cacete!
– Que houve?
– Nada, não. Droga de frio – reclamou Dionis, esfregando os braços. Droga de friaca, onde a gente tá afinal, Plutão?
– Na verdade estamos perto de Saturno. Dá pra ver o anel? – Brincou o sargento Molony.
– Dô não, dô porra nenhuma. Muito menos pra ver lixo em órbita. Vou pegar um café.
– Pega pra mim também.

Dionis volta, dois cafés na mão.

– Cheguei lá tinha acabado, tive que fazer um novo. Tá, fresco?
– Engraçadinho. Seu café é uma merda, mas pelo menos tá quente.
– Quando esse frio vai diminuir?
– Não vai, porque iria? Estamos cada vez mais longe do Sol…
– Eu sei, porra, mas quando a gente volta?
– Ah, não sei…
– Sabe sim, só não pode falar.

Molony sorriu levemente, levando o café à boca em seguida.

– Porra, ficar de plantão nessa porra é maior furada – Dionis não se conformava.
– Quem mandou entrar pra Infantaria…
– Eu fiz prova pra piloto, não passei. E você? Todo estudado e entendido aí, porque tá nessa roubada?
– Sei lá… Pára de reclamar. Segura um cigarro aí.
– Pode fumar aqui??
– Poder não pode… – Molony acende o cigarro – Mas se você não contar, eu também não conto.

Dionis dá duas baforadas e se enconsta. Olha pela janela, distante, e pergunta quase que para si mesmo:

– Você lembra do Azeus?
– Aquele baixinho, do 3o. Regimento?
– Ele mesmo. Lembra que ele tinha um irmão na Inteligência, e que enchia o saco dizendo que ia ser nosso comandante um dia… Lembra? Como era folgado aquele pilantra…
– Mas por que você tá falando dele?
– Sei lá… nunca mais ouvi falar dele.
– Acho que morreu naquela operação em Marte, aquele cerco uns 2 anos atrás.
– Pertinho de casa… A gente sai um dia e não sabe se volta… – Dionis continuava olhando pela janela.

(continua…)


Humor, crítica, crônica, comédia e sátira sobre o Rio de Janeiro, o Brasil e o Mundo | Defendendo o humor inteligente do Capitalismo e do Aquecimento Global, antes que se torne brinde de pasta de dentes

Este site é um espelho*. Acesse o site principal do Mamendes Express em:

http://www.mamendex.com

* Para que serve um site espelho? Para testar novos formatos, atingir maior audiência e, claro, disputar meu pouco tempo disponível.

Receba o Mamendex

Se você quer ser avisado sempre que um novo texto for publicado, você pode assinar a Newsletter do Mamendes Express. Basta optar por um dos sabores abaixo:

Mamendex no Google Groups
Mamendex

Grupo no Google

my del.icio.us

Blog Stats

  • 4,295 hits

cc -Some rights